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Depois de entender o que é um tubo Schedule e como as normas dimensionais, de fabricação e de projeto se conectam, é hora de aprofundar um dos pilares mais fundamentais da tubulação industrial:

As normas dimensionais ASME B36.10 e ASME B36.19.

Essas normas são frequentemente citadas, mas pouco compreendidas em seus limites e diferenças. E é justamente aí que surgem muitos erros de especificação.

ASME B36.10 e B36.19
Especificações ASME B36.10 e B36.19

O papel das normas dimensionais na tubulação industrial

Antes de entrar em cada norma, é importante reforçar um ponto central:

ASME B36 não é norma de pressão, nem de material, nem de aplicação.
Ela é uma norma puramente dimensional.

Seu papel é estabelecer:

Ela responde apenas a uma pergunta:

“Quais dimensões existem para um determinado diâmetro nominal?”

Todo o restante — pressão, temperatura, fluido, corrosão — vem depois, via código de projeto.


ASME B36.10 — tubos Schedule para aço carbono e ligas

A ASME B36.10 é a norma histórica de referência para tubos Schedule em aço carbono e aços de baixa liga.

Ela cobre tubos utilizados em conjunto com normas como:

Principais características da ASME B36.10

SCH 10, SCH 20, SCH 40, SCH 60, SCH 80, SCH 100, SCH 120, SCH 140, SCH 160, XXS

Um ponto importante:

nem todo Schedule existe para todo diâmetro nominal.

A disponibilidade depende do equilíbrio entre viabilidade mecânica, fabricação e aplicação típica.


ASME B36.19 — tubos Schedule para aço inox

Com a expansão do uso do aço inoxidável em processos industriais, surgiu a necessidade de uma norma dimensional mais adequada às suas características mecânicas e aplicações.

É nesse contexto que aparece a ASME B36.19.

O que muda na ASME B36.19

A B36.19 mantém:

Mas altera:

Veja tabela abaixo:

Padrão Schedule conforme ASME B36.19 e ASME B36.10

Padrão Schedule conforme ASME B36.19 e ASME B36.10

Esses Schedules foram pensados para:


Por que existem os Schedules “S”?

O aço inox apresenta:

Manter exatamente as mesmas espessuras do aço carbono, em muitos casos, resultaria em:

Os Schedules “S” surgem, portanto, como uma otimização dimensional, não como redução de segurança.

Embora próximos na grande maioria dos diâmetros, não são equivalentes em tubos de 12” a 20”


O que as normas B36 não fazem

Esse é um ponto crucial e frequentemente mal interpretado.

As normas ASME B36.10 e B36.19 NÃO:

Elas não dizem se o tubo é adequado ou não para a aplicação.

Elas apenas dizem:

“Se você escolher este Schedule, estas serão as dimensões.”


A relação com os códigos ASME B31

O uso correto das normas dimensionais acontece somente após o cálculo conforme ASME B31.

O fluxo correto é:

1. O código de projeto (ASME B31) calcula a espessura mínima necessária

2. A ASME B36 mostra quais espessuras padronizadas existem

3. O engenheiro seleciona o Schedule imediatamente superior

O Schedule é uma consequência do cálculo, não o ponto de partida.


Erro comum: tratar Schedule como “classe de pressão”

Um dos erros mais frequentes em plantas industriais é especificar algo como:

“linha em inox Schedule 40”

Sem:

Esse tipo de especificação não é engenharia, é senso comum.


Resumo prático


Conclusão

ASME B36.10 e B36.19 são a base geométrica da tubulação industrial moderna.
Elas garantem padronização, compatibilidade e intercambiabilidade — mas não substituem engenharia.

Entender suas diferenças é essencial para:

No próximo capítulo, vamos avançar para o segundo pilar:
ASTM A312, A778 e A409 — o que muda na fabricação dos tubos Schedule e como isso impacta diretamente a aplicação em processo e utilidades.


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